Diego cantou quatro músicas e, em seguida, entregou o palco aos astros principais da noite. Foram quase duas horas de espetáculo, com hits como Salvame, Nuestro Amor, Solo para Ti e, claro, o sucesso Rebelde.
Todas as canções foram acompanhadas pelo público, que sabia a letra de das músicas. No cenário, um sofisticado sistema de iluminação, a bandeira do Brasil e uma chuva de papel picado. O público foi ao delírio e deu trabalho para as equipes de segurança.
As falhas na segurança, aliás, tiraram parte do brilho da festa. Embora a polícia afirme que não registrou nenhum incidente grave, dezenas de furtos e assaltos aconteceram dentro da área do evento. A estudante Luana Salles, que veio de Cataguazes - MG, para assistir ao show em Vitória, teve sua câmera fotográfica roubada.
"O garoto simplesmente arrancou a câmera da minha mão, arrebentando a alça. Eu vi quem foi e vi quando ele passou para outra pessoa, mas não podia fazer nada. Fiquei com medo", confessou a menina, chorando. Mesmo assim, ela afirma que valeu a pena. "Minha amiga fez fotos e eu vou copiar depois. O show foi ótimo e não me arrependo de ter vindo", declarou.
Disputas pelo melhor lugar também causaram confusão. Muitas pessoas reclamaram da disposição das cadeiras em relação ao palco. A esteticista Gisele Freitas, que já havia reclamado da demora na abertura dos portões e da falta de cadeiras numeradas, questionou a organização da chamada "área vip". "Daqui não dá nem para ver o palco e nem o telão. Não tem nada de VIP aqui", reclamava a esteticista, que pagou R$ 450 com ingressos.
Quando o show começou, o público não se conformou com a falta de visibilidade e procurava melhores lugares. Quem estava na frente foi empurrado e houve casos até de agressões. A professora de Espanhol Ângela Rioja, que acompanhava a filha de 10 anos, contou que foi agredida por um homem que tentava passar por cima das crianças para chegar mais perto do palco.
"Ele queria tirar fotografias e estava empurrando as crianças. Eu entrei na frente para proteger as meninas e ele me empurrou e bateu no meu braço. O pior é que não havia nenhum policial ou segurança do evento para nos proteger", denunciou a professora.
A exemplo das outras adolescentes, a filha de Ângela, Rafaela Rioja, não se arrependeu de ficar mais de seis horas na fila e aguardar outras cinco pelo início do show. "Mãe, não fala mal deles não. Eles são ótimos. Eu adorei", disse a fã.
Neste sábado, o grupo segue para Belo Horizonte, onde fará nova apresentação. A turnê vai passar ainda por Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.
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