A primeira "escapada" aconteceu em 2 de janeiro de 1981. "Partimos às nove da manhã, no carro do padre Jozef (Kowalczyk, atual núncio apostólico da Polônia), para não despertar suspeitas nos guardas suíços", relata Dziwisz.
Quando o automóvel deixou a residência papal de Castel Gandolfo, outro padre polonês, sentado ao lado do motorista, "fingiu ler um jornal para esconder o Santo Padre", sentado ao lado de Dziwisz no assento traseiro. Na estação de Ovindoli, o Papa se comportava "como um simples esquiador". "Vestia-se como os outros: casaco, gorro, óculos. Ficava na fila como os outros, mas, por segurança, um de nós ficava na frente dele e outro ficava atrás", contou.
"Subia nos teleféricos com um tíquete na mão. Pode parecer incrível que ninguém o tenha reconhecido. Mas quem podia imaginar que o Papa poderia ir esquiar assim?", acrescentou o ex-secretário. A esta se seguiram outras excursões do mesmo tipo.
O livro de Dziwisz, organizado em forma de entrevista, foi escrito pelo escritor católico especialista em Vaticano Gian Franco Svidercoschi.
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